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Ciro Gomes expõe contradição de Bolsonaro ao lado de Collor e Valdemar em vídeo das eleições

Um vídeo publicado por Ciro Gomes durante as eleições passadas voltou a repercutir nas redes sociais. Narrado por ele mesmo, o conteúdo mostra o então presidente Jair Bolsonaro ao lado de Fernando Collor de Mello e Valdemar Costa Neto, enquanto diz:


“Acabou a corrupção. Acabou a mamata.”

A gravação escancara a contradição entre o discurso moralista de Bolsonaro e suas alianças políticas, especialmente com figuras marcadas por corrupção.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, foi condenado no escândalo do Mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, cumprindo quase 8 anos de prisão. Em 2022, seu partido foi multado em R$ 23 milhões pelo TSE após tentar deslegitimar as urnas eletrônicas com alegações falsas.

Fernando Collor de Mello, primeiro presidente do Brasil a sofrer impeachment por corrupção em 1992, voltou a ser condenado em 2023 pelo STF, pegando 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Collor recebeu mais de R$ 30 milhões em propinas e teve veículos de luxo apreendidos na Lava Jato.

O próprio Jair Bolsonaro carrega uma ficha cada vez mais grave. Foi declarado inelegível até 2030, é investigado por tentativa de golpe, peculato no caso das joias sauditas, uso de cartão de vacina falso, além de ser alvo do STF no inquérito das milícias digitais. Na CPI da Covid, foi acusado de prevaricação, charlatanismo e crimes contra a humanidade.

No vídeo, o contraste entre a fala “acabou a corrupção” e os rostos ao lado de Bolsonaro resume a hipocrisia de seu discurso anticorrupção. Como destacou Ciro na época, o discurso não sobrevive aos fatos.


Por Edcarlos – Radialista e Jornalista

Registro Profissional: MTB 0063962/SP

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