DISPUTA PELA DIREÇÃO DO CETEP DE ITORORÓ: ENTENDA POR QUE A SAÍDA DE ANDRÉA MORAES FOI DEFINIDA PELA ARTICULAÇÃO POLÍTICA
Fonte: Edcarlos Radialista – Site Falando com Autoridade
Nos últimos dias, as redes sociais foram palco de uma disputa em torno da direção do Colégio CETEP de Itororó. De um lado, um grupo defendia a permanência da então diretora Andréa Moraes; de outro, havia quem pedisse a sua saída. No entanto, a verdade é que nenhum desses grupos foi decisivo para o desfecho da exoneração.
Quem decide de fato
A decisão final sobre esse tipo de cargo não depende da pressão popular nem de manifestações virtuais. Trata-se de uma articulação política restrita, cujo resultado está nas mãos de apenas duas figuras: o governador Jerônimo Rodrigues e o deputado estadual Rosemberg Pinto.
Uma fonte fidedigna confirmou que o prefeito Dr. Adauto Almeida chegou a solicitar pessoalmente ao governador a permanência de Andréa Moraes. Apesar do prestígio do prefeito e de sua posição como liderança local mais forte, o pedido não foi suficiente para impedir a mudança.
Foi fraqueza política do prefeito?
Não. Até mesmo o deputado federal Neto Carletto, que segundo apurações também teria tentado intervir em favor da ex-diretora, acabou vencido pela articulação de Rosemberg. Isso mostra que não se tratou de falta de força política local, mas sim da lógica de ocupação de cargos dentro da estrutura do governo estadual.
Por que Rosemberg teve a palavra final?
A explicação é simples: a direção do CETEP faz parte da cota de indicações do deputado Rosemberg Pinto. Em outras palavras, cabe a ele indicar nomes ao governador, que só recusaria em caso de ausência de qualificações ou se houvesse um rearranjo político mais amplo.
É importante destacar que não houve má-fé da parte do deputado Rosemberg. O que ocorreu foi apenas uma articulação política legítima, dentro da normalidade dos acordos de governo. O cargo é de natureza política e, portanto, cabe ao parlamentar responsável pela pasta decidir quem deve ocupá-lo.
Haveria alguma alternativa para manter Andréa no cargo?
Sim, mas em situações muito específicas. Como a direção do CETEP pertence à cota política do deputado Rosemberg Pinto, para que Andréa permanecesse na função seria necessário um acordo político. Isso só aconteceria em dois cenários:
Troca articulada pelo governador – Jerônimo Rodrigues poderia negociar diretamente com Rosemberg, oferecendo-lhe outro cargo de igual peso político e visibilidade, em troca da permanência de Andréa na direção do CETEP;
Compensação feita por outro deputado – Um exemplo seria o deputado federal Neto Carletto oferecer a Rosemberg uma vaga de sua própria cota, em uma pasta do governo estadual, permitindo que Andréa continuasse no CETEP.
Sem uma dessas alternativas, não havia possibilidade real de negociação.
Competência reconhecida
Apesar da saída, é importante registrar que Andréa Moraes deixa o CETEP com a imagem de uma gestora competente, dedicada e respeitada pela comunidade escolar. Sua exoneração não se deu por questões técnicas ou administrativas, mas foi fruto de uma decisão política. Nesse sentido, a perda para Itororó é muito mais de ordem política do que de capacidade de gestão.

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