ERLON BOTELHO: DO PRIMEIRO GOLPE COM A FUNDAÇÃO POTURU AO ESCÂNDALO DO INSTITUTO CHOCOLATE.
Condenado pelo Tribunal de Contas e alvo do Ministério Público, trajetória de Erlon é marcada por golpes, institutos fraudulentos e autopromoção enganosa
O primeiro golpe aplicado por Erlon Botelho ocorreu ainda na época da Fundação Poturu. A entidade recebeu recursos da Prefeitura de Jussari, entre os anos de 2006 e 2007, valores que ultrapassaram a casa das centenas de milhares de reais, destinados a projetos de ecoturismo que nunca saíram do papel.
O Tribunal de Contas analisou as contas e apontou graves irregularidades, condenando a gestão pela falta de transparência e pela não aplicação correta dos recursos públicos.
Diante das denúncias, o Ministério Público da Bahia pediu o cancelamento de todas as atividades da Fundação Poturu e ainda determinou a transferência dos bens registrados em nome do estatuto para outra instituição, diante das suspeitas de fraude e má utilização do dinheiro público.
Mesmo após a queda da Poturu, Erlon reapareceu através do Instituto Chocolate, também alvo de polêmicas e questionamentos. Mais uma vez, a promessa de grandes projetos foi usada como justificativa para captar verbas públicas, mas a execução ficou muito aquém do anunciado.
Outro ponto que chama atenção é a forma como Erlon se apresenta. Mesmo sem formação superior, ele insiste em se intitular “professor” em materiais de propaganda e anúncios do Instituto Chocolate. Essa prática repete a estratégia já usada em outras ocasiões: adotar títulos acadêmicos para dar aparência de legitimidade a projetos que levantam sérias dúvidas quanto à sua transparência e execução.
A trajetória de Erlon revela um padrão repetido: criação de institutos ou fundações para captar verbas públicas vultosas, sempre cercadas por discursos de inovação, sustentabilidade e desenvolvimento, mas deixando para trás um histórico de condenações, escândalos e investigações.
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