MARAÚ: TRANSPORTE ESCOLAR IRREGULAR, ÔNIBUS FAZENDO RACHA E ACIDENTE DE KOMBI REFORÇAM ALERTA DE TRAGÉDIA
O transporte escolar no município de Maraú vive uma sucessão de episódios graves que colocam a vida de centenas de estudantes em risco. O primeiro grande alerta veio com o flagrante de dois ônibus escolares fazendo racha, enquanto transportavam alunos, colocando em perigo todos os passageiros e outros motoristas que transitavam na via.
Apesar da repercussão, novas denúncias mostram que nada foi corrigido. Veículos velhos e sem manutenção continuam circulando, condutores atuam sem habilitação adequada — alguns com categoria inferior à exigida —, e a superlotação é frequente, com casos de alunos transportados no porta-malas de Kombis.
Na noite de quarta-feira pra quarta-feira, uma Kombi que realiza o transporte de alunos para a comunidade de Empata Viagem sofreu um grave acidente por falta de freios. O mais preocupante é que esse mesmo veículo havia transportado estudantes no mesmo dia do acidente. Por sorte, a ocorrência foi fora do horário de transporte escolar, evitando uma tragédia anunciada.
Além disso, outra denúncia grave envolve a Kombi que faz a linha Santa Maria x Tremembé, flagrada levando estudantes no porta-malas — prática considerada absurda e criminosa por pais e moradores.
A população aponta que essas irregularidades configuram descumprimento do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o Ministério Público Federal em gestões anteriores. Já há mobilização para protocolar uma ação popular visando apurar responsabilidades, incluindo a do secretário municipal de Educação, Gustavo Porto, ex-vereador, acusado de inércia diante das reclamações desde o início das aulas.
Entretanto, para moradores e lideranças, a responsabilidade maior é da Prefeitura e do prefeito Dr. Ravan. Segundo críticas, o gestor estaria mais ocupado cuidando de sua defesa em diversos processos — incluindo ações eleitorais que podem levar à perda do mandato e disputas judiciais sobre licitações milionárias, como o processo de R$ 56 milhões barrado pela Justiça — do que acompanhando os problemas da cidade.
“Dr. Ravan precisa ser um prefeito presente no município enquanto tiver prerrogativas de mandato. Cabe à Câmara Municipal punir as irregularidades e cobrar do prefeito presença na cidade. Que ele deixe seus processos para seus advogados cuidarem. Se não confia, que troque de advogados. O que não pode é deixar a educação sucateada e alunos correndo sérios riscos de morte a bordo dessas Kombis e ônibus velhos”, afirma a população.
Que Deus proteja esses alunos, mas se algo acontecer a caminho da escola, a bordo desses veículos sem condições de uso, a responsabilidade será, sem dúvida, do prefeito Dr. Ravan.
Por Edcarlos – Radialista / Jornalista Investigativo
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