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OBRA DE CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA EM JUSSARI APRESENTA INDÍCIOS DE SUPERFATURAMENTO E DESVIO DE RECURSOS

A obra de conservação de solo e água em Jussari, contratada no valor de R$ 607.804,44, foi anunciada como uma das mais importantes para a zona rural do município. O objetivo era preservar nascentes, evitar erosões e fortalecer a agricultura familiar. Os recursos foram liberados pelo Governo Federal, através da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

No entanto, denúncias e apurações preliminares revelam que o ex-prefeito Antônio Valete repassou a verba ao Instituto Chocolate, entidade já envolvida em contratos suspeitos em outros municípios. Em nome do Instituto Chocolate, Erlon Botelho figurava como responsável pelo projeto de execução. O que se viu em campo, porém, foi apenas a construção de algumas pequenas “barrajinhas”, realizadas para dar aparência de obra em andamento. Na prática, menos de 10% do projeto foi concluído, e a maior parte dos recursos permanece sem comprovação de destino.

As investigações levantam ainda indícios de superfaturamento e desvio de recursos públicos. Parte dos serviços contratados apresentou valores acima da média de mercado, reforçando a suspeita de fraude.

Inclusive, segundo informações colhidas, a própria Codevasf esteve em Jussari para cobrar explicações sobre a aplicação dos recursos e o não cumprimento da obra. Procurados, tanto o ex-prefeito Antônio Valete quanto Erlon Botelho simplesmente desapareceram e evitaram dar explicações sobre o caso. Essa postura aumenta as suspeitas e deixa sem resposta a população que deveria ter sido beneficiada.

O jornalista Edcarlos informou que vai protocolar pedidos formais de esclarecimento junto à Codevasf, exigindo respostas claras sobre a destinação da verba e apontando as responsabilidades do Instituto Chocolate e da gestão do ex-prefeito. “Estamos diante de um caso gravíssimo. Mais de R$ 600 mil foram destinados a uma obra essencial para a zona rural de Jussari, mas o que temos são indícios de superfaturamento e desvio. A população foi enganada e precisa de respostas urgentes”, declarou.

Caso fiquem comprovadas as irregularidades, o Instituto Chocolate, representado por Erlon Botelho, e o ex-prefeito Antônio Valete poderão responder judicialmente por desvio de recursos públicos e improbidade administrativa.

Enquanto isso, agricultores e famílias da zona rural continuam sem os benefícios prometidos, enfrentando o descaso e os prejuízos causados pelo abandono da obra. O valor de R$ 607.804,44 não representa apenas números em um contrato: simboliza a esperança de uma comunidade que depende da terra e da água para sobreviver, mas que foi novamente lesada por suspeitas de má gestão e corrupção.



Fonte. 
Edcarlos Radialista e Jornalista Investigativo Registro Profissional MTB 0063962-SP 

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