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Após quase 20 anos de descaso, Firmino Alves e Itororó avançam em conversas para implantação de aterro sanitário que poderá beneficiar toda a região

O município de Firmino Alves convive há quase duas décadas com um lixão a céu aberto localizado às margens da BR-415, dentro do território de Itororó, em área pertencente ao Estado da Bahia e sob responsabilidade da SEINFRA.

O problema teve início em 2005, logo no começo do mandato do então prefeito Padre Aguinaldo, que autorizou o despejo do lixo no local. Durante seus governos, nada foi feito para encerrar o lixão, que permaneceu ativo também nas gestões seguintes.

Apesar de o lixão estar dentro de seus limites, o município de Itororó nunca questionou oficialmente a prática, permanecendo em silêncio diante do problema.

CONFISSÃO DO EX-PREFEITO

Há cerca de três anos, em conversa com o radialista e jornalista Edcarlos, o próprio Padre Aguinaldo admitiu ter sido o responsável pela criação do lixão:

“Eu que abri aquele lixão ali. Joguei o lixo lá e ninguém falou nada. Continuei jogando esperando que o município tomasse providência, mas como não tomou, eu segui jogando”, declarou Aguinaldo.

A confissão reforça que a origem do problema foi uma decisão política, perpetuada pela falta de fiscalização e omissão das gestões seguintes.

LINHA DO TEMPO DO LIXÃO

📍 2005–2012 – 1ª e 2ª gestões de Padre Aguinaldo

Logo no início do mandato, Padre Aguinaldo autoriza o despejo de lixo às margens da BR-415, em área estadual dentro de Itororó.

➡️ Durante seus dois mandatos, o lixão é mantido sem qualquer medida de controle ou encerramento.

📍 2013–2020 – 1ª e 2ª gestões de Lero Cunha

Ao assumir, Lero Cunha mantém a prática herdada de Aguinaldo. Durante oito anos de governo, não adota providências para encerrar o lixão.

📍 2021–2024 – 1ª gestão de Fabiano Sampaio

O atual prefeito herda o passivo ambiental e inicia conversas com o município de Itororó para resolver o problema.

📍 2025–atual – 2ª gestão de Fabiano Sampaio

Firmino Alves e Itororó discutem a criação de um aterro sanitário de média capacidade, que poderá receber também resíduos de distritos como Bandeira do Colônia e São José do Colônia. Parte do material reciclável será destinada a cooperativas de catadores, gerando renda.

UMA PARCERIA EM CONSTRUÇÃO

Os dois municípios discutem um termo de pactuação que poderá encerrar o lixão e transformar a região em referência na gestão de resíduos. O projeto prevê também compensação financeira para Itororó por sediar o aterro, criando um modelo de cooperação que alia preservação ambiental, responsabilidade social e desenvolvimento econômico.

UM NOVO CAPÍTULO PARA A REGIÃO

Se a parceria for consolidada, Firmino Alves e Itororó darão o primeiro passo concreto em quase 20 anos para encerrar definitivamente o lixão. Mais que isso, a iniciativa poderá se transformar em um polo regional de tratamento de resíduos, beneficiando outros distritos e municípios vizinhos.

O que começou em 2005 com Padre Aguinaldo, atravessou as gestões de Lero Cunha e agora chega à segunda gestão de Fabiano Sampaio, poderá, enfim, ter um desfecho histórico: transformar um passivo ambiental em um modelo de desenvolvimento sustentável e cooperação intermunicipal.

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