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ERLON BOTELHO, DO INSTITUTO CHOCOLATE, CARA A CARA COM A IMPRENSA. 

A equipe de reportagem investigativa esteve mais uma vez refazendo cada passo do Instituto Chocolate e de Erlon Botelho.

As visitas começaram na cidade de Buerarema, no endereço que consta no CNPJ como sede do Instituto. No local, ninguém conhecia a entidade. Em seguida, a equipe foi até o abrigo de idosos, onde Erlon alega que funcionaria a sede do Instituto. Novamente, funcionários e moradores afirmaram nunca terem ouvido falar da instituição.

A investigação também chegou à cidade de Jussarí, na Prefeitura Municipal, onde os questionamentos levantados pela equipe tiveram respostas consideradas pouco convincentes. Um dos pontos mais delicados foi a contratação da esposa de Erlon Botelho como agente de limpeza. Apesar disso, ninguém soube comprovar onde ela teria trabalhado, já que nunca foi vista exercendo a função.

DOCUMENTO SOB SUSPEITA


Durante o confronto com as denúncias, Erlon Botelho apresentou um atestado de capacidade de funcionamento, datado de 18 de abril de 2023. Porém, na referida data, o Instituto já estava sem alvará de funcionamento regular junto à Prefeitura de Buerarema e inclusive acumulava dívidas com o município.

Erlon se contradiz e cita o ex gestor. 

Nossa equipe procurou o então prefeito Vinícius Ibrann para prestar esclarecimentos sobre a emissão do documento, mas até o fechamento desta reportagem não obtivemos resposta.

AÇÕES JUDICIAIS E RESPOSTAS VAZIAS

Erlon já havia ajuizado uma ação contra a imprensa pedindo direito de resposta sobre todas as acusações divulgadas. No entanto, quando confrontado frente a frente, as respostas foram vagas, sem apresentação de documentos que comprovassem suas declarações.

Isso reforça o emaranhado de problemas envolvendo o Instituto, que recebeu recursos públicos da Prefeitura de Jussarí, incluindo verbas do Fundeb, destinadas exclusivamente à educação.

Embora Erlon alegue ser apenas “colaborador técnico” do Instituto, documentos obtidos pela reportagem confirmam que ele atua diretamente como operador do Instituto Chocolate.

INVESTIGAÇÕES OFICIAIS

O radialista e jornalista investigativo Edcarlos Silva já denunciou o caso à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e à Controladoria-Geral da União (CGU), cobrando apuração rigorosa sobre o destino dos recursos e a atuação do Instituto.


As investigações estão em andamento, e a sociedade aguarda respostas concretas das autoridades.

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