PREFEITA DE MAIQUINIQUE NA CORDA BAMBA E PODE TER CASSAÇÃO CONFIRMADA HOJE DIA 17 DE DEZEMBRO.
A cidade de Maiquinique, no Médio Sudoeste da Bahia, vive nesta quarta-feira (17) um dos momentos políticos mais delicados dos últimos anos. A prefeita Valéria Silveira( Pv) pode ter a cassação do mandato confirmada pela Justiça Eleitoral em segunda instância, durante julgamento marcado para às 15 horas, no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador.
O clima no município é de apreensão para uns e expectativa para outros, diante da possibilidade de uma mudança imediata no comando do Executivo municipal. O julgamento analisa recurso contra a decisão da primeira instância da Justiça Eleitoral, que já havia determinado a cassação da prefeita e do vice-prefeito Kaique Jardim (Psd).
Caso a decisão seja mantida, Maiquinique poderá entrar novamente em um período de transição administrativa. Pela legislação eleitoral, havendo vacância simultânea dos cargos de prefeita e vice-prefeito, a Justiça poderá determinar a posse imediata do presidente da Câmara Municipal, vereador Danilo Mendonça, como prefeito interino, pelo prazo de até 90 dias, até que seja convocada uma eleição suplementar.
PRECEDENTE NO MUNICÍPIO
Esse cenário não é novidade para Maiquinique. Em 2021, o município passou por situação semelhante, quando houve a cassação do então prefeito Jesulino Porto e da vice-prefeita Dra. Zazá, provocando mudanças imediatas na administração municipal.
OUTRAS DENÚNCIAS FORA DO PROCESSO ELEITORAL
Além do processo de cassação que tramita na Justiça Eleitoral, a prefeita Valéria Silveira também é citada em outras denúncias, que não fazem parte desta ação, mas que geram forte repercussão política e administrativa no município.
Uma das polêmicas mais recentes ocorreu neste mês de dezembro, quando a prefeita teria sido impedida de contratar artistas musicais com cachês de até R$ 250 mil para evento promovidos pela Prefeitura.
SUSPEITA DE SUPERFATURAMENTO EM CONTRATAÇÕES ARTÍSTICAS
Segundo denúncias encaminhadas ao Ministério Público, bandas e artistas que se apresentaram em diversos municípios do Nordeste, inclusive durante os festejos juninos, teriam recebido cachês em torno de R$ 100 mil.
No entanto, no mesmo período, a Prefeitura de Maiquinique firmou contratos de até R$ 250 mil com esses mesmos artistas, o que levantou suspeitas de possível superfaturamento. As denúncias seguem em fase de apuração pelos órgãos competentes, sem decisão judicial definitiva até o momento.
EXPECTATIVA NA POPULAÇÃO
Enquanto a decisão não é anunciada, Maiquinique segue em clima de tensão, com intensa movimentação política. O julgamento desta quarta-feira pode definir os próximos rumos administrativos e políticos do município.
Por Edcarlos Radialista / Jornalista
Registro Profissional MTB nº 0063962-SP
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