EXCLUSIVO | 333 SERVIDORES DA PREFEITURA DE IBICARAÍ RECEBEM BOLSA FAMÍLIA
Educação lidera a lista; Assistência Social, que gerencia o programa, concentra 33 beneficiários e acende alerta sobre possíveis irregularidades
Um levantamento obtido com exclusividade revela um cenário que pode configurar uma das maiores distorções já registradas nos programas sociais de Ibicaraí, no sul da Bahia. Ao menos 333 servidores municipais, entre efetivos, contratados e comissionados, constam como beneficiários do Programa Bolsa Família, mesmo possuindo vínculo formal e renda fixa junto à Prefeitura.
O número impressiona: equivale ao quadro funcional inteiro de uma secretaria de médio porte e levanta sérios questionamentos sobre os critérios adotados na concessão do benefício no município.
A maior concentração está na Secretaria Municipal de Educação, com 174 servidores beneficiários, seguida por Saúde (67), Infraestrutura (51) e Assistência Social (33). Outras pastas somam oito casos. A Secretaria de Cultura não registra nenhum.
O dado mais sensível envolve justamente a Assistência Social, responsável pela gestão do Cadastro Único. O fato de 33 servidores da própria pasta estarem na lista acende um alerta vermelho sobre falhas nos mecanismos de controle interno e possíveis conflitos de interesse.
Entre os nomes identificados aparecem profissionais com formação superior, como dentistas, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e fiscais de tributos, o que reforça as dúvidas sobre o enquadramento dessas pessoas nos critérios de renda exigidos pelo programa federal.
O Bolsa Família é destinado exclusivamente a famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, com renda per capita limitada por regras do Governo Federal. Caso se confirmem pagamentos indevidos, os beneficiários podem ser obrigados a devolver os valores, além de responder a procedimentos administrativos, ações judiciais e investigações por órgãos de controle e pelo Ministério Público.
O caso também pode desencadear auditorias nos cadastros municipais, cruzamento de dados com a folha de pagamento e eventual responsabilização de gestores públicos.
Diante dos números, a pergunta que repercute entre moradores e especialistas é direta e inquietante:
Como servidores com renda formal ativa continuam recebendo um benefício destinado à população em situação de vulnerabilidade social?
O levantamento lança luz sobre um problema que vai além dos números e atinge o coração da política social do município. Agora, Ibicaraí aguarda respostas.
Segue alguns nomes:
Ryan Oliveira de Souza - Dentista;
Eliomary Oliveira Barros - assistente social do bolsa família;
Karolaine Costa Fonseca - nutricionista;
Suericla Santos farias Socióloga;
Tatiane da Rocha Paixão - professora;
Eliana Duarte Santos - professora;
Letícia dos Santos Nascimento - assistente social;
Kelly Nascimento Cirqueira - técnico administrativo filha da vereadora;
Jussara Santos Nascimento - conselheira tutelar;
Dhulli Cássia de Araújo - monitora da educação;
Emilly Santos de Novaes - entrevistadora;
Ícaro Oliveira Macedo Rios - fiscal de tributos;
Samira Xavier Soares;
Karisia Gomes Falcão - auxiliar administrativo;
Vera Lúcia da Silva - agente comunitário de saúde;
Ingrid Nascimento Cirqueira; filha da vereadora;
Maria Jessica Lopes Silva - fisioterapeuta;
Thaise Pinto Pascoal - psicóloga;
Fabíola Matos Moreira - mãe de um vereador.

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