RACHA NO PT DE ITORORÓ EXPÕE DISPUTA POR CANDIDATOS, MAS CARGOS MANTÊM GRUPOS UNIDOS COM ROSEMBERG.
O Partido dos Trabalhadores de Itororó chega às eleições de 2026 dividido na escolha para deputado federal. Entretanto, quando a disputa envolve a Assembleia Legislativa da Bahia, os dois grupos caminham juntos com o deputado estadual Rosemberg Pinto.
O chamado “PT 1”, liderado pelo ex-prefeito Adroaldo Almeida e por Rosemberg, apoia Maria Marighella para deputada federal. Eleita vereadora de Salvador em 2020, Maria possui atuação política na capital baiana e sua entrada no grupo de Itororó teria ocorrido por indicação do próprio deputado estadual.
A expectativa nos bastidores é de que Maria Marighella possa conquistar aproximadamente 80 mil votos em Salvador e, por meio de uma aliança recíproca, contribuir com cerca de 10 mil votos para a reeleição de Rosemberg na capital.
Do outro lado está o chamado “PT 2”, liderado pelo ex-prefeito Paulo Rios e pela ex-candidata à Prefeitura de Itororó, Dra. Luciana. Esse grupo apoia Sérgio Brito para deputado federal.
Diferentemente das lideranças locais, Sérgio Brito não é filiado ao PT. Ele pertence ao PSD, partido integrante da base política do governador Jerônimo Rodrigues.
A aliança entre o grupo de Paulo Rios e Sérgio Brito teria sido construída durante as eleições municipais de 2024. Naquele período, o deputado apresentou obras importantes para Itororó, como a pavimentação asfáltica e a rodoviária, realizadas durante a gestão de Paulo Rios, e pediu votos para Dra. Luciana.
Agora chegou o momento da retribuição política, com Paulo Rios, Dra. Luciana e seus aliados trabalhando pela candidatura de Sérgio Brito à Câmara dos Deputados.
DIVIDIDOS PARA FEDERAL, MAS UNIDOS PELOS CARGOS?
Embora estejam em lados diferentes na disputa para deputado federal, os dois grupos apoiam Rosemberg Pinto para deputado estadual. Essa unidade, entretanto, não estaria relacionada apenas à afinidade partidária.
Nos bastidores da política local, a manutenção do apoio também é associada às indicações para cargos vinculados ao Governo do Estado em Itororó e Itapetinga.
As principais indicações políticas para estruturas estaduais em Itororó, especialmente no CETEP e no Hospital de Itororó, administrado por meio da terceirizada Fundação Terra Mãe, são atribuídas ao grupo de Rosemberg Pinto.
Para que os dois grupos locais continuem mantendo seus espaços e indicações, seria necessário preservar a aliança com o deputado estadual. Isso ajuda a explicar por que o PT de Itororó se divide para deputado federal, mas permanece unido quando o candidato é Rosemberg.
Um exemplo é o ex-prefeito e ex-presidente municipal do PT, Adroaldo Almeida, que ocupa um cargo na Bahiater, em Itapetinga. Sua nomeação também é apontada como uma indicação política de Rosemberg Pinto.
Dessa forma, o racha no PT de Itororó encontra um limite claro: os cargos ligados ao Governo do Estado. As lideranças podem divergir, discutir e até “roncar” internamente, mas ninguém parece disposto a colocar em risco os espaços conquistados na estrutura estadual.
Como diz o ditado popular, apesar das disputas, todos permanecem com os “cavalos mangalarga na sombra”.
Caso Rosemberg Pinto e o governador Jerônimo Rodrigues sejam reeleitos, a tendência, dentro desse arranjo político, é que pouco ou nada mude. As mesmas lideranças poderão continuar indicando nomes para os cargos estaduais em Itororó.
O cenário levanta uma questão necessária: a união em torno de Rosemberg representa fidelidade política e partidária ou apenas a preservação de cargos e interesses dentro do Governo do Estado?
Enquanto essa pergunta não for respondida com clareza, o PT de Itororó continuará dividido para o eleitor, mas unido quando o assunto envolver cargos, indicações e espaços de poder.

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